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“O primeiro passo para mudarmos a maneira como comemos é nos tornarmos conscientes.”


Pode parecer óbvio esta frase, no entanto, sua aplicação no dia a dia não é tão simples. Requer coragem de se aproximar das experiências relacionadas ao comer, muitas vezes dolorosas ou sofridas, outras totalmente alienadas.

O estado de presença é cultivado a cada oportunidade, passo a passo, de forma muito singular e única, sem prazo nem aonde chegar pois o caminho trilhado é a vida sendo vivida da melhor forma possível, para não gerar mais estresse que contribuição na promoção da saúde e bem-estar.

Nos treinamentos de consciência alimentar-mindful eating, noto em muitos dos participantes, um sentido de urgência em mudar o que incomoda, claro que isso não é nada diferente da maioria de nós, o comum é sermos imediatistas buscando resultados a curto prazo, não só neste contexto da alimentação, mas em qualquer outra condição que nos traz insatisfação ou sofrimento. Quando a situação não nos paralisa, passamos a “brigar” ou queremos logo nos afastar ou evitar o que estamos vivendo. Daí atitudes como gentileza, confiança, aceitação, paciência e autocompaixão são fundamentais seguirem juntas neste processo de cultivo, associadas a abandonarmos antigos hábitos, crenças e comportamentos de longa data, incluindo modelos familiares que aprendemos desde muito cedo.

Quando somos convidados a nos nutrir com consciência, com prazer e respeito pelos alimentos e suas fontes, nosso corpo, honrando a fome e ampliando as possibilidades de cuidado, o cenário muda. A clareza de que não há uma fórmula mágica, que cada um é o protagonista se assumindo como seu próprio agente de mudança, sendo convidado a olhar para dentro; o “remédio” ou “conserto” não vem de fora e sim de si mesmo.

O cultivo deste estado de atenção nos levará, gentilmente, a uma relação mais equilibrada, sábia e saudável com os alimentos. Quando desenvolvemos as habilidades ficamos mais atentos a tudo que influencia a alimentação - pensamentos, emoções e estados mentais, as informações das mídias e hábitos de compra, abrindo um espaço entre as ações por impulso e as reações habituais. Nesse espaço, temos mais opções e isto significa mais liberdade.

Quanto mais conscientes das nossas escolhas e decisões, notamos que pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença, tudo passa a ter valor quando alinhados com o que é de fato importante.

Sigo como facilitadora do processo acompanhando com carinho e cuidado, muito respeito pelo tempo de cada um, sempre aprendendo muito mais do que ensino, isso é valoroso demais e um privilégio viver.

Em 18 de outubro iniciamos mais um grupo!

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