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O cultivo da autocompaixão como prática de autocuidado


Todos nós conhecemos pessoas que parecem cuidar de todos, exceto de si mesmas - e que se repreendem por não fazerem mais. E talvez esta pessoa seja nós mesmos e tudo bem reconhecermos isto, é muito mais comum do que imaginamos. Estarmos conscientes disso é o primeiro passo para a construção de um caminho diferente.


Kristin Neff observou que muitas pessoas, mulheres em particular, são muito mais compassivas e amáveis com os outros do que consigo mesmas. O que os estudos nos mostram é que podemos aprender a autocompaixão treinando em práticas regulares.


Quando somos motivados pela autocompaixão, vemos o fracasso como a melhor oportunidade de aprendizado, diminuindo a crítica, a culpa e vergonha por não termos alcançado o que foi planejado. Geralmente por causa da dor (sofrimento emocional) que acompanha a crítica, ou ficamos na defensiva ou nos punimos - e, no final das contas, perdemos a valiosa lição. Com autocompaixão, no entanto, vemos o fracasso à partir de uma nova perspectiva e o entendemos como uma oportunidade de crescimento.


Outro ponto importante é que tendo esta nova forma de enxergar as coisas somos menos reativos, mantendo a calma e serenidade com menos desgaste físico e emocional. Quando estabelecemos um estado de equilíbrio e a compreensão diante da rejeição, do fracasso ou da crítica, desenvolvemos uma força e coragem inabaláveis e garantimos a estabilidade emocional, independentemente das circunstâncias externas.


A autocompaixão ativa o sistema de cuidado dos mamíferos liberando a oxitocina que está associada a sensações de bem-estar, permitindo-nos segurar a verdade sem nos agredir.


Nos treinamentos de consciência alimentar a autocompaixão é um pilar fundamental para lidar com os sentimentos de vergonha, desconfiança, autorejeição, tristeza e dor ocasionadas pela relação com o peso e o próprio corpo. Com a consciência e autoaceitação abrimos espaço para a mudança no relacionamento conosco, acolhendo nossas necessidades, estabelecendo as prioridades e nos colocado assim como merecedores de apreciação e cuidado assim como fazemos com quem amamos.

Descobrimos que somos dignos de amor e compaixão por nós mesmos em primeiro lugar.

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