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2020 foi um ano e tanto!


Inesperadamente os planos mudaram, novos olhares sobre o que já era antigo, flexibilidade e disposição foram necessárias para reorganizar as “mochilas” e assim, a vida.

Parar e refletir como redirecionar a rota, acalmar, aguardar e cultivar a paciência.

Sim, escancarou-se o fato de que o controle não existe e a habilidade da adaptação passou a ser fundamental para continuarmos vivendo, apesar das circunstâncias. A incerteza, a espera, a dor das perdas...

Doeu ver planos serem deixados de lado, não os “meus” mas o da humanidade. Doeu ver o desamparo, a falta de esperança, o desespero de quem perdeu seus queridos, a violência, a fome, o desemprego, o descaso das autoridades e do poder público a falta de conexão e amor.

Já não havia necessidade de uma série de “coisas”. E o que de fato é o mais importante? A vida é o mais importante.

No meio de todo esse movimento foi possível observar o quanto estava sendo uma excelente oportunidade de aprender muito da vida. Aliás, melhor professora não há, não tínhamos nenhuma referência para nos apegarmos, prazos e as certezas que sempre buscamos para nos sentirmos seguros.

De uma forma estranha, tivemos consciência de que somos uma comunidade global. Sem distinções a pandemia colocou todos nós em igualdade de condições. Somos bilhões de pessoas enfrentando o mesmo desafio, independentemente do idioma, etnia e condição social.

Por mais doloroso que seja a realidade podemos encarar como uma possibilidade de nos reinventarmos, de unirmos forças e de cuidarmos do nosso universo interno e externo para integrar e cooperar na construção de uma nova realidade.

Muitos dos problemas não são só por conta da pandemia. Já vínhamos de um descaso com a natureza, com o outro, com a saúde. A nossa saúde e a da Terra.

Somos convidados para cultivarmos a esperança, a confiança, a paciência e o amor. É urgente sairmos do automatismo das nossas vidas e começarmos aparando as ervas daninhas do jardim interno e assim ampliando o círculo de cuidado para além de nós. Refletimos o nosso universo interno e com uma intenção clara de continuarmos buscando o autocuidado estaremos prontos para cuidarmos dos outros e do nosso planeta.

Podemos rever nossos hábitos, cultivarmos saúde no sentido mais amplo, desenvolvermos habilidades e estarmos despertos para uma consciência amorosa em que não somos separados. Todos somos responsáveis e capazes de contribuir por uma vida mais justa e igualitária.

O convite é abrirmos espaço para esse novo momento. Com atenção plena e compaixão, podemos cultivar novas formas, novos olhares, novas perspectivas, reconectando-nos com a nossa sabedoria interna e os infinitos recursos que temos.

Que em 2021 possamos continuar acolhendo nossas fragilidades, nossos medos e inseguranças, a tristeza e a alegria, com a certeza de que tudo faz parte desta experiência do viver.

Que possamos nos sintonizar com a nossa força e coragem construindo pontes de relacionamentos saudáveis e gentis.

Que possamos nos cuidar e promovermos saúde suavizando o sofrimento nosso e de todos, numa grande rede de amparo e colaboração.

Que tenhamos fé na vida de continuarmos bravamente com suavidade e leveza.

Que possamos agradecer a cada dia pela vida que temos.

Seguimos juntos!




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